Michael Phelps mais uma vez fez história e se consagrou no Rio como o maior medalhista olímpico de todos os tempos com 23 medalhas de ouro em quatro olimpíadas.

Ele havia se aposentado em Londres 2012, depois de ganhar quatro medalhas de ouro. Sua saída do esporte, entretanto, não tinha nada a ver com sua condição física. Foram as motivações de origem emocional que o fizeram desistir da carreira; e com liberdade e dinheiro suficiente para fazer o que quisesse, Phelps passou a frequentar muitas festas, beber e em 2009 uma foto sua usando drogas emergiu na mídia. A deteorização de sua imagem se agravou quando, em 2014, ele foi preso pela segunda vez por dirigir bêbado.

Abatido e no fundo do poço, Phelps se isolou e começou a pensar em suicídio. “Eu não comia, não dormia; então pensei que a melhor coisa a fazer seria terminar com minha vida”, disse.

Foi aí que um amigo seu de longa data e cristão, o ex-jogador de futebol americano Ray Lewis, o procurou para o ajudar. Lewis lhe disse: “É nessa hora que precisamos lutar. É nessa hora que o verdadeiro caráter aparece. Não se apague. Se você se apaga, todos nós perdemos.”

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O amigo e atleta Ray Lewis. (Reprodução/YouTube)

Lewis convenceu Phelps a procurar ajuda em uma clínica de reabilitação e também lhe deu o livro “Uma Vida com Propósitos”, do pastor Rick Warren.

Depois de alguns dias de reabilitação e lendo o livro, Phelps telefonou para Lewis. “Cara, esse livro é uma loucura!”, disse. “O está acontecendo … meu Deus … na minha cabeça. Eu não tenho como te agradecer o suficiente, cara. Você salvou a minha vida.”

Phelps disse a ESPN que o livro “me fez acreditar que há um poder maior do que eu e que existe um propósito para mim neste planeta”.

De lá pra cá, a vida de Phelps mudou completamente. O livro o ajudou a perdoar seu pai, que se divorciou de sua mãe quando Phelps tinha nove anos. Depois dessa reconciliação, Phelps pediu a sua namorada, Nicole Johnson, em casamento. Com a vida pessoal renovada, Phelps quis voltar a nadar; e em maio deste ano, Nicole deu à luz a Boomer Robert, seu primeiro filho.

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Phelps com Boomer, seu filho. (Facebook/Michael Phelps)

 

Nessas Olimpíadas, Nicole e Boomer estiveram presentes em todas as competições torcendo pelo atleta. Phelps mais uma vez fez história com cinco ouros no Rio, mas mais importante que as medalhas – hoje ele sabe – é a família, o perdão e a fé; que é o que realmente dá sentido não só ao esporte, mas também a vida.

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