A Vida da Morte

A Vida da Morte é uma bela e comovente animação sobre o dia em que a Morte se apaixonou pela Vida

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A Vida da Morte (The Life of Death) é uma bela e comovente animação, criada a mão pela holandesa Marsha Onderstijn sobre o dia em que a Morte se apaixonou pela Vida.

No desenho a morte é personificada em um ser que serenamente cumpre o seu papel natural, até que ao observar a movimentação da vida ela cria apego. Como perder a companhia de “alguém” que a cativou? Este apego, por mais belo que seja, na hora de partir causar dor. Mas quem se entrega a sabedoria, mesmo vacilante, percebe quando o momento chegou e se entrega grato pela vida nos braços da morte.

“Eu te detesto e amo morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida!” Assim cantou Raul Seixas. Driblar o fenômeno da morte é uma das maiores aspirações da criatura humana, ou ao menos retarda-la ao máximo, minimizando os efeitos corrosivos do tempo que nos conduz pacientemente aos braços da morte. Mas terá Raul Seixas deixado de existir, ou descoberto o segredo da vida? Ainda parafraseando Raul. “Quantos segredos terá?”

A animação também nos remete ao ensinamento budista de que, “o apego gera sofrimento”. Mas, há certa ordem de apego, que burila o coração e nos impulsiona a amar. Essa “ordem”, passa longe do sentimento de posse.

O Dalai Lama no Livro “O Livro da Felicidade” fala sobre a importância de meditar sobre a morte e impermanência. Ele diz que “quando se está totalmente preocupado com as questões desta vida, podemos causar o nosso próprio fracasso.” Ele argumenta que nenhuma questão própria desta vida é realmente importante. Todas as nossas posses e o nosso corpo serão deixados para trás. Somente as sementes registradas em nossa mente permanecerão.

O espiritismo mergulha além do fenômeno da morte e pelas mão do médium Chico Xavier, o espírito André Luiz escreveu:

“A vida não cessa e a morte é um jogo escuro de ilusões. Fechar os olhos do corpo não decide os nossos destinos. É preciso navegar no próprio drama ou na própria comédia… Uma existência é um ato, um corpo, uma veste, um século, um dia. E a morte… A morte é um sopro renovador.” (do livro “Nosso Lar”)

Quanta reflexão uma pequena animação pode suscitar.

E você, tem refletido no fato de que tudo nesta vida é passageiro? Tem conseguido multiplicar os seus talentos espirituais?

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